“Nunca se abandona a poesia; nem num parque, nem na vida”

Eu não queria apenas recomendar esse livro. Eu queria poder distribuí-lo para todas as pessoas possíveis. Convidar elas a se sentarem, comigo, em um banco de uma praça qualquer, para reencontrar – ou, talvez, encontrar pela primeira vez – os seus “poetas abandonados”.

“Vamos comprar um Poeta”, de Afonso Cruz, publicado pela @dublinense , é um livro que vocês ainda irão me ver falando muito por aqui. Certamente farei uma resenha para o canal no YouTube, mas a sensação que eu tenho é que mesmo gravando o vídeo não vou conseguir esgotar tudo o que gostaria de falar sobre a obra.

A cultura liberta! A poesia liberta! Afonso Cruz, liberta! Sentar, em um banco de uma praça, liberta. Mas, para isso, é preciso conseguir olhar para além do número de carros e pessoas que por aqui transitam. Enxergar adiante da distância que existe entre todos, os passos que gastamos para nos aproximarmos, ou nos afastarmos; enfim, todos os cálculos que fazemos, de forma inconsciente, e que nos aprisionam.

“Os que tenham ido
Olhando firme, ao reino outro da morte
Recordam-nos – se tanto – não como perdidos
De almas violentas, mas apenas
Como homens ocos
Os empalhados” (T.S. Eliot)

“Eu celebro a mim mesmo,
E o que assumo você vai assumir,
Pois cada átomo que pertence a mim pertence a você” (Walt Whitman)

“Tenho milhas a percorrer antes de dormir…”

Curiosamente, hoje, antes de ir trabalhar, “acordei” – se é que dormi – com uma frase na cabeça. Se era poesia, ou não, eu não sei, mas agradeço ao @afonso_cruz , porque certamente era uma inutilidade.

Tenho dormindo mal, ultimamente. Ontem não conseguia parar a leitura. E isso me fez bem. A primeira coisa que me veio à cabeça quando tive que dar jeito de começar mais um dia e ir para o trabalho foi que:

-Depois de tantas noites dormindo mal, eu NÃO preguei os olhos e, finalmente, pude sonhar…

Obrigado!

Deixe um comentário