Pilha de livros

Quanto do mundo que nos cerca, das nossas experiências e do que está por vir uma pilha de livros, que se organiza de forma aleatória, tem a nos dizer?

Livros que lemos; outros que apenas consultamos algumas passagens, ou capítulos; tantos que pretendemos ler e nunca leremos e outros tantos que certamente serão lidos, mas podem vir a ser esquecidos.

Em meio a tantas escolhas difíceis, ainda bem que existem os que relemos! Os livros mais importantes! Aqueles aos quais recorremos, em diferentes momentos, como se procurássemos por um amigo! Livros que parecem escritos para nós, em uma fase da vida, e que em outra fase já não nos dizem absolutamente nada.

Livros, livros e mais livros. Herança que recebemos e muitas vezes de quem nem mesmo conhecemos, como os tesouros encontrados em sebos.

Definitivamente os livros sabem envelhecer, enfrentando os anos, as décadas, os séculos, cativando e ensinando quem se mostra disposto a com eles conviver, abrindo-os, inalando seus diferentes cheiros, tateando-os, amassando-os e os manuseando de diferentes formas.

Como os livros exercem tamanha atração? Talvez por serem tão diferentes de nós, que não somos feitos – muito menos efeitos – de palavras; que somos passageiros, efêmeros. Nós, que só existimos na fração de instante em que sabemos interpretá-los e só permanecemos quando aprendemos a escrevê-los.

Por Eduardo Silveira de Menezes

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