Fábrica de Vespas, de Iain Banks

Um pai excêntrico, com obsessão por medidas. Um irmão que foge do hospício e está voltando para a casa. Uma deficiência, devido a um acidente ocorrido na infância; uma rotina de desprezo pelas diferentes formas de vida, sem culpas, criando um mundo à parte, já que o pai sempre o manteve recluso, sem registro e com pouco convívio social.

Um livro para mergulhar na mente, em formação, de um psicopata – o narrador dessa história, Francis Cauldhame (o Frank), de 16 anos.

A história é narrada em primeira pessoa e te dá uma porrada atrás da outra. Um livro que perpassa a discussão de gênero, considerando a influência das relações familiares para a determinação do “lugar” que homens e mulheres ocupam na sociedade.

Uma baita reflexão sobre a maldade humana e as invenções macabras que uma mente, adoecida, pode criar. As reflexões do narrador causam um enorme incômodo, mas nos ajudam a enxergar a influência que a visão de mundo predominante, em uma determinada época (aqui, no caso, os anos 80), exerce sobre a formação das crianças e nos mostra o que todos nós temos a ver com isso.

Por Eduardo Menezes – Sujeito Literário

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