Ao narrar a história de um grupo de crianças britânicas que se viram sozinhas em uma ilha deserta, após um acidente de avião, tendo que lidar com questões de sobrevivência e de governabilidade, o autor de Senhor das Moscas, William Golding, fala do próprio funcionamento da psique humana.
Para isso, utiliza dos três personagens principais: Jack, Ralph e Piggy, cujas identificações com o ID (princípio do prazer), o ego (princípio da realidade) e o superego (princípio do dever) são encarnadas nos personagens principais, criando uma das histórias mais incríveis e originais da literatura mundial.
Basta pensarmos nas diversas ilhas que criamos, desde a nossa infância, no processo de aprendizado sobre nós mesmos e em nossa predisposição tanto para o bem quanto para o mal, desconstruindo o mito do “bom selvagem” de Rosseau.
O Senhor das Moscas fala sobre a nossa capacidade, ou não, de mantermos acesa a chama da esperança toda vez que nos vemos a sós, com os nossos maiores medos, sem regramentos sociais, escancarando a nossa essência e condição humana.
Confira:
Gosta do nosso conteúdo? Então te inscreve em nosso Canal no YouTube e nos acompanha no Instagram!